Sexta-feira Treze
Conta uma lenda da mitologia nórdica, mas há várias outras, que a sexta-feira treze é um dia de azar, pois foi numa delas que houve um banquete oferecido pelo deus Odin e 12 deuses foram convidados.
O espírito do mal e da discórdia, chamado Loki, não havia sido convidados e por conta disso, irou-se fortemente, e compareceu na festa disfarçado de mulher. Uma grande confusão foi criada, e Balder, divindade da justiça e da sabedoria, foi morto com uma flechada no peito.
A partir desta história, veio a crença de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça na certa.
Conto essa lenda para indicar um livro muito gostoso: Nunca treze à mesa, de Orietta Del Sole.
Baseados nas reminiscências da italiana Orietta del Sole (1922-1995), os textos deste livro são uma celebração de encontros e desencontros, do humor proveniente de situações quase absurdas e do contraste entre tradição e ruptura. Antes de morar durante dezessete anos em São Paulo, a autora recolheu histórias, curiosidades e receitas em sua passagem por mais de cinquenta países. ‘Nunca treze à mesa‘ é um livro para quem busca o deleite das longas conversas à mesa, onde as horas são entremeadas de pratos fumegantes, bons vinhos, risadas e observações agudas a respeito da humanidade.

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